ISO 19011:2011 – O que haverá de novo? (parte 2)

Continuando os comentários sobre a nova ISO 19011:2011, vamos ter agora uma visão geral sobre os capítulos 1 a 4, sendo este último mais importante por tratar dos Princípios da Auditoria. Se quiser ler antes a Parte 1, clique aqui.

O que haverá de novo?

1 Escopo - Não haverá mudanças significativas.

2 Referências Normativas - Não haverá referência aos termos e definições dados na ISO 9000 (SGQ) e ISO 14050 (SGA).

3 Termos e definições - Novas definições para “Observador”, “Guia” e “Risco” foram introduzidas. O termo risco será usado na ISO 19011:2011 no contexto de “auditoria baseada em risco” e também “riscos do programa de auditoria”. A definição de competência foi revista e, embora a mudança pareça pequena, vai exigir que as organizações determinem a competência para atingir resultados pretendidos. O ponto de partida para isso será definir os resultados pretendidos para as diversas atividades envolvidas na gestão de um programa de auditoria e realização das auditorias. Esta mudança será compatível com a norma ISO 17021:2011.

4 Princípios de auditoria - Haverá seis princípios da norma ISO 19011:2011 em vez dos cinco que existiam na ISO 19011:2002. Princípios (a) – (d) são relacionados com os auditores e a pessoa que gerencia o programa de auditoria. Princípios (e) e (f) são relacionados com a auditoria em si.

(A) Integridade – O princípio da integridade irá substituir e expandir o princípio de conduta ética mencionados na norma ISO 19011:2002. O princípio da integridade é o alicerce do profissionalismo.

(B) Apresentação justa – Haverá uma expansão menor que incluirá a obrigação de comunicar com veracidade e precisão.

(C) Devido cuidado profissional – o pedido de diligência e julgamento na auditoria. “Ter a competência necessária é um fator importante” (em ISO 19011:2002) será substituído por “Um fator importante na realização do seu trabalho com o devido profissionalismo é ter a capacidade de fazer julgamentos fundamentados em todas as situações de auditoria” na ISO 19011:2011.

(D) Confidencialidade - Segurança da informação. Será um novo princípio de auditoria, que vai abordar a necessidade de discrição dos auditores no uso e proteção das informações adquiridas no exercício das suas funções. Este princípio se refere ao uso inadequado de tais informações para obter ganhos pessoais ou de maneira a prejudicar os legítimos interesses da entidade auditada.

(E) Independência - a base para a imparcialidade da auditoria e objetividade das conclusões da auditoria. A ISO 19011:2011 fornece orientações mais específicas sobre a extensão da independência que deve ser atingida, embora reconhecendo que em organizações de pequeno porte pode ser difícil para os auditores internos serem totalmente independentes. A ISO 19011:2011 se refere a auditores internos que sejam independentes dos gerentes operacionais das funções a serem auditadas. A ISO 19011:2011 reflete agora a interpretação de independência que os organismos de certificação geralmente aplicam.

(F) Abordagem baseada em evidências – Há pequena reformulação na ISO 19011:2011, que incluirá o método racional para alcançar conclusões de auditoria confiáveis e reprodutíveis de uma forma sistemática.

Para que este artigo não fique muito extenso, o restante da nova ISO 19011:2011 será comentado nos próximos dias, em artigos complementares. Aguardem! 

/a

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  • ISO 19011:2011 – O que haverá de novo? (parte 4)
  • ISO 19011:2011 – O que haverá de novo? (parte 3)
  • ISO 19011:2011 – O que haverá de novo? (parte 1)