Feigenbaum – 19 passos e 4 pecados

Semanas atrás eu coloquei aqui no blog um resumo da biografia de Feigenbaum, mas havia mais a dizer sobre a obra dele. Como era muito material preferi dividir em dois artigos.

A primeira parte está aqui: Armand Vallin Feigenbaum – TQC

Para continuar, vamos ver os 19 passos para a melhoria da qualidade e os quatro pecados mortais da qualidade, segundo o pensamento do mestre Feigenbaum.

Os 19 passos de Feigenbaum para a melhoria da qualidade:

1. Definição de Controle de Qualidade Total. O TQM pode ser definido como: um sistema efetivo para integrar o desenvolvimento, a manutenção e os esforços de melhoria para a qualidade dos vários grupos em uma organização, bem como para habilitar o marketing, a engenharia, a produção e o serviço em níveis mais econômicos que permitam a completa satisfação do cliente.

2. Qualidade versus qualidade. “O grande Q” refere-se à qualidade luxuriosa enquanto o “pequeno q” à alta qualidade, e não necessariamente ao luxo.

3. Controle. Na frase “Controle da Qualidade”, a palavra controle representa uma ferramenta de gerenciamento com quatro passos:

a. Estabelecer padrões de qualidade.
b. Avaliar a conformidade a esses padrões.
c. Atuar quando os padrões são excedidos.
d. Planejar para as melhorias nos padrões.

4. Integração. O Controle de Qualidade requer a integração de atividades que freqüentemente não estão coordenadas em uma forma de trabalho que deve ser responsável pelos esforços da qualidade direcionados aos clientes no decorrer de todas as atividades do empreendimento.

5. A qualidade aumenta o lucro.

6. A qualidade é esperada e não desejada. Qualidade produz qualidade. Quando um fornecedor se torna direcionado pela busca da qualidade, outros fornecedores devem encontrar ou ultrapassar esse novo padrão.

7. Os recursos humanos produzem impacto na qualidade. As maiores melhorias na qualidade provêm das ações das pessoas nos processos e não nos acréscimos de equipamentos.

8. O CQT se aplica a todos os produtos e serviços. Nenhum departamento ou pessoa está isento de fornecer serviços e produtos de qualidade aos seus clientes.

9. A qualidade é uma atenção total ao ciclo de vida do produto ou serviço da empresa. O Controle de Qualidade entra em todas as fases do processo de produção, iniciando com a especificação do cliente, passando pelo projeto, fabricação, transporte e instalação do produto, incluindo o serviço de campo, para que o cliente se mantenha satisfeito com o produto.

10. Controlando o processo.

11. Definir um sistema de Controle da Qualidade Total. As grandes companhias e as estruturas operacionais de grandes empreendimentos concordaram, documentaram eficazmente e integraram procedimentos técnicos e gerenciais para conduzir ações coordenadas das pessoas, máquinas e informações da companhia ou do empreendimento nos melhores e mais práticos meios para garantir a satisfação do cliente e os custos econômicos da qualidade. O Sistema de Qualidade fornece um controle integrado e contínuo para todas as atividades – chave, tornando-o uma crença no escopo de toda a organização.

12. Benefícios. Os benefícios, resultantes freqüentemente dos programas de Qualidade Total, constituem melhorias na qualidade do projeto e do produto, reduzindo perdas e custos operacionais, elevando o moral dos empregados e reduzindo os gargalos na linha de produção.

13. Custo da qualidade. Os custos operacionais da qualidade são divididos em quatro classificações distintas: custos de prevenção, custos de avaliação, custos das falhas internas e custos das falhas externas.

14. Organize-se para o Controle da Qualidade. É necessário demonstrar que a qualidade é tarefa de todos. Todo membro da organização possui uma responsabilidade relacionada com a qualidade.

15. Facilitadores da qualidade e não policiais da qualidade. O controle de Qualidade na organização atua como um critério para comunicar os novos resultados na companhia, fornecendo novas técnicas, atuando como um facilitador, e em geral assemelha-se a um consultor interno em vez de assemelhar-se à força policial dos inspetores de qualidade.

16. Comprometimento contínuo.

17. Utilize ferramentas estatísticas. As estatísticas são utilizadas nos programas de Controle de Qualidade sempre que e onde sejam úteis, mas as estatísticas são somente uma parte do padrão de Controle de Qualidade Total. Não são propriamente o padrão. O desenvolvimento da eletrônica avançada e os equipamentos de testes mecânicos têm introduzido grandes melhorias nessas tarefas.

18. A automação não é uma panacéia. A automação é complexa e pode se tornar um pesadelo na implementação. Tenha certeza de que as melhores atividades conduzidas pelas pessoas sejam implementadas antes de se convencer de que a automação é a resposta.

19. Controle de Qualidade na fonte. O elaborador de um produto ou serviço deve ser capaz de controlar a qualidade deste. Delegue autoridade, se necessário.
Fonte: Texto do Prof. Msc. Raziéri Berti Kluwe

Os Quatro Pecados Mortais da Qualidade segundo Feigenbaum:

1 – Interesse inicial pela qualidade levado de maneira oportunista;
2 – Racionalização de desejo;
3 – Negligenciar a concorrência;
4 – Confinamento da qualidade somente na fábrica.

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8 thoughts on “Feigenbaum – 19 passos e 4 pecados

  1. O interessante em relaçao aos “Os Quatro Pecados Mortais da Qualidade segundo Feigenbaum” é que atualmente acontece realmente no cotidiano..
    O 1 por exemplo na maioria das vezes parte da Alta Direção e com o tempo desmotiva o resto do pessoal;O 2 é decorrencia do 1 no meu ponto de vista;O 3 quando suas vendas estao la em cima,o SGQ passa a ser levado”nas coxas”e muitos donos de empresas se esquecem de olhar a concorrencia ou só preocupam com o proprio umbigo;O 4 acontece em organizações que nao tem a cultura da qualidade.Muitos gerentes com mentalidade dos tempos dos dinossauros,teimam em focar a qualidade somente no “produto “esquecendo-se completamente dos processos anteriores que levam ao atendimento dos requisitos.Qualquer semelhança nao é mera coincidencia nesse caso!Parabens mais uma vez pelo artigo Ronaldo,muito oportuno!

  2. Muito bom este artigo, como vários outros seus, Ronaldo.
    O interessante deste é a forma de expor o “feijão com arroz” da qualidade, importantíssimo, simples e eficaz.

  3. Emerson,

    Eu diria que toda ela está interligada com o gerenciamento da qualidade… Talvez eu não tenha entendido claramente sua pergunta, mas tente fazer a correlação dos passos acima com os conceitos de gerenciamento da qualidade e encontrará uma ligação direta com a maioria deles.

    • Olá Kenia!

      O passo 4 corresponde ao que hoje chamamos de interação dos processos + foco no cliente. Significa orientar todos os processos para o objetivo comum de atender aos requisitos estabelecidos, cada um fazendo sua parte de forma integrada aos outros para cumprir prazos, nível de qualidade, etc.

      Um grande abraço!

      Ronaldo Costa

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